Principal marca de Galo e Bahia parece seguir no pós-Copa

Principal marca de Galo e Bahia parece seguir no pós-Copa

Atlético-MG e Bahia empataram em 1 a 1 na Arena MRV. Ruan abriu o placar para o Galo no fim do primeiro tempo, e Ademir empatou para o Tricolor na segunda etapa. O jogo foi marcado pela irregularidade das equipes.

Conseguir fazer 90 minutos lineares com frequência é um dos desafios de Atlético Mineiro e Bahia. Além da irregularidade de um jogo para o outro, as equipes acabam sofrendo com alternâncias grandes de nível dentro da mesma partida. O confronto na Arena MRV confirmou a tese.

O Galo teve mais minutos de superioridade, sendo melhor na 1ª etapa quando abriu o placar. No entanto, caiu de produção no início do 2º tempo, sofreu o empate e voltou a equilibrar as ações com as entradas de Dudu e Cisse. Na reta final, criou mais oportunidades, mas o Bahia mandou uma bola no travessão no último lance.

Escalações

Eduardo Dominguez não contou com Preciado, Alan Franco e Alan Minda. Junior Alonso deixou o clube e Lyanco formou a zaga com Ruan. Tomás Pérez fez dupla de volantes com Maycon. No ataque, Cassierra foi o centroavante. Rogério Ceni repetiu o time que venceu a Chapecoense, com Luciano Juba e Caio Alexandre como desfalques.

Atlético Mineiro e Bahia iniciaram o duelo válido pela 19ª rodada do Brasileirão 2025.

O jogo

Apesar de o Bahia ter tentado assumir o protagonismo com a bola no pé e buscar mais ações no campo de ataque inicialmente, foi o Atlético quem conseguiu levar perigo primeiro e terminar a etapa inicial com balanço positivo. Cuello foi a grande arma para gerar problemas ao sistema defensivo visitante, terminando várias jogadas pela direita.

O argentino foi acionado de diferentes maneiras: por Éverson, com passes longos; por Natanael, que trabalhava alinhado aos zagueiros e deixava a amplitude pela direita com Cuello; e por Victor Hugo ou Tomás Pérez, os meio-campistas mais próximos do setor. Ronaldo precisou trabalhar para que o placar não se movimentasse logo aos seis minutos.

Ao contrário do usual, o Bahia não teve Erick Pulga recompondo pela esquerda. Quando o time recuava o bloco, Rodrigo Nestor dobrava a marcação com Zé Guilherme, que perdeu a maioria dos duelos para Cuello. Pulga sobrava ao lado de Willian José à frente das duas linhas de quatro do Esquadrão. Poderia ser um bom alvo de contragolpes, mas este papel coube a Ademir.

O ponta encontrou conexões com Erick e Román Gómez em ataques rápidos pela direita. O Atlético demorou a recompor em diversos momentos, o que fez com que o Bahia somasse boas ações e ganhasse terreno para reter a posse em determinados instantes. Willian José foi o responsável pela jogada mais perigosa do Tricolor, acertando a trave após cruzamento de Ademir.

Atlético-MG x Bahia
Atlético-MG x Bahia — Foto: Gilson Lobo/AGIF

Depois de um breve momento de equilíbrio na duração das posses de bola, o Galo voltou a rondar mais a área adversária. Pela esquerda, Renan Lodi atacava bem aberto, e Bernard trabalhava um pouco mais por dentro, com liberdade para fazer infiltrações próximas ao lado direito do ataque e encontrar passes de Cuello em profundidade.

O Alvinegro colocou Cassierra três vezes em boas condições de finalização, mas ele acabou bloqueado pelos zagueiros do Bahia. O maior volume dos mineiros foi premiado no final do 1º tempo. Bernard pegou um rebote de escanteio pela esquerda e cruzou na medida para Ruan abrir o placar. Zé Guilherme foi muito mal na marcação da bola aérea.

O jovem lateral também não conseguiu ser efetivo no ataque. Avançava bem aberto, o que fez com que Erik Pulga trabalhasse mais perto de Willian José pelo centro, mas foi anulado pela boa marcação de Cuello. Além da contribuição ofensiva, o ponta argentino mostrou aplicação tática para formar uma linha de cinco atrás no momento defensivo.

Ruan comemora gol do Atlético-MG
Ruan comemora gol do Atlético-MG — Foto: Gilson Lobo/AGIF

Ramos Mingo sentiu ainda na 1ª etapa e foi sacado no intervalo para a entrada de Marcos Victor. O Bahia voltou para o 2º tempo pressionando bastante, movendo a bola com mais velocidade e mostrando agressividade para gerar conexões perto da área. Chegou muito perto de empatar duas vezes antes dos cinco minutos.

Everson impediu o gol de Erick Pulga e o volante Erick cabeceou por cima. Acevedo e Ademir produziram as jogadas. A partida, no entanto, já era bem diferente. O Atlético começou a fazer ligações diretas a esmo a partir dos tiros de meta. Ruan se enrolou ao tentar rebater uma bola após um deles, cedendo o cenário perfeito para os baianos empatarem.

Willian José serviu Rodrigo Nestor na transição e o meia achou Ademir. O camisa 7 cumpriu a "lei do ex" e deixou tudo igual. O crescimento dos visitantes beneficiou Rodrigo Nestor e Zé Guilherme, que começaram a encontrar boas tabelas pela esquerda. Willian José também melhorou, pôde fazer algumas flutuações e buscar conexões com os companheiros nas proximidades da área.

Ademir comemora seu gol em Atletico-MG x Bahia
Ademir comemora seu gol em Atletico-MG x Bahia — Foto: Fernando Moreno/AGIF

Eduardo "Barba" Dominguez tirou Maycon e Victor Hugo para pôr Cisse e Dudu. Bernard passou a jogar na função que era de Victor Hugo. A resposta do time foi positiva. Bernard quase colocou o Galo novamente na frente ao aproveitar um contragolpe iniciado por Dudu, após erro de passe de David Duarte. Antes disso, Renan Lodi já havia assustado em chute da entrada da área.

A partida ficou bem interessante, aberta e com agressividade mútua na marcação, com espaços. Ceni também começou a renovar o fôlego de sua equipe, colocando Ruan Pablo e Everton Ribeiro, e sacando Ademir e Willian José. Logo depois, tirou o amarelado Zé Guilherme, que voltara a sofrer com Cuello, para a entrada de Iago Borduchi.

Na trocação franca dos últimos 25 minutos de jogo, o Atlético foi mais fluente no ataque e perdeu as melhores oportunidades, principalmente com Natanael e Cassierra, que teve atuação nada contundente e perdeu duas grandes chances. O Bahia fez Everson trabalhar em belo chute de Rodrigo Nestor no ângulo.

O Bahia terminou a partida com Kauê Furquim na vaga de Erick Pulga. Já no Galo, Reinier foi a última peça a sair do banco, no lugar do desgastado Bernard. David Duarte cabeceou no travessão uma bola levantada na área aos 49', naquela que seria a derradeira chance de um jogo que merecia mais gols.

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