Palpites e dicas para Argentina x Suíça pela Copa do Mundo

Palpites e dicas para Argentina x Suíça pela Copa do Mundo

Argentina e Suíça se enfrentam nas quartas de final da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta uma análise estatística e projeções para o confronto.

Argentina e Suíça se enfrentam às 22h, pelas quartas de final da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.

A Argentina venceu todas as suas cinco partidas, marcando 13 gols (além de um gol contra sofrido). A equipe tem a quarta maior eficiência da Copa, com um gol a cada 5,6 tentativas. Fez 73 finalizações com média de 14,6 por jogo, sendo a quinta que mais fez finalizações certas (32 com média 6,4). É o terceiro ataque em média de gols pró (2,6).

Defensivamente, a Argentina manteve a bola longe de seu gol, sofrendo apenas 36 finalizações (quarta menor média, 7,2). Apenas nove conclusões chegaram ao gol, terceira melhor marca (média 1,8 por jogo em finalizações certas sofridas). Ainda assim, sofreu cinco gols (média 1,0, 11ª da Copa) e está com a 29ª resistência defensiva, um gol sofrido a cada 7,2 conclusões contrárias.

A Suíça, por sua vez, tem a terceira menor média de gols sofridos por partida (0,4 por jogo) e a quarta maior resistência defensiva da Copa, um gol sofrido a cada 22,5 conclusões contrárias (sem contar um gol contra). A equipe fez 61 finalizações (16ª média, 12,2 por jogo), com 28 certas (5,6 é a 15ª marca), marcando nove gols, um a cada 6,8 tentativas (13ª marca).

Espera-se um jogo de muito toque de bola. Das 61 conclusões da Suíça, 39 foram construídas em trocas de passes, resultando em cinco gols. Fez dois gols em 17 finalizações aéreas e dois de pênalti, além de três de falta. Os adversários conseguiram furar a defesa suíça principalmente em trocas de passes (quatro gols em 19 conclusões).

A Argentina fez cinco gols em 35 finalizações rasteiras e cinco gols em 25 finalizações aéreas, além de um gol em três pênaltis e dois em dez faltas. A efetividade em bolas aéreas e rasteiras será crucial, pois a Suíça ainda não levou gol em 20 finalizações rasteiras e sofreu dois gols em 25 finalizações após bolas altas.

Para que Messi jogasse mais uma Copa, a Argentina adotou um ritmo mais cadenciado, com trocas de passes em busca de aproximação e melhor posicionamento. Em 82,36% dos deslocamentos, seus jogadores se movem a no máximo 15 km/h, segunda maior influência na menor faixa de velocidade. A Suíça faz isso em 80% dos deslocamentos (28ª marca).

A Argentina fez 17 finalizações contra o Egito, nove de dentro da área, com potencial estatístico para 2,12 gols, marcando três e vencendo de virada.

— Foto: Bruno Imaizumi/Gato Mestre
— Foto: Bruno Imaizumi/Gato Mestre

A Suíça fez sete finalizações contra a Colômbia, quatro de dentro da área, com potencial estatístico para 0,37 gol. Não marcou, mas foi eficiente nos pênaltis.

— Foto: Gato Mestre/Gato Mestre
— Foto: Gato Mestre/Gato Mestre

A projeção de resultados parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa, utilizando o modelo Poisson Bivariada e o método de Monte Carlo para simulações. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.

As métricas de xG (expectativa de gol) consideram características de cada finalização para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes.

A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.