Impedimento semiautomático: entenda diferenças entre tecnologias no Brasileirão e na Copa do Mundo

Impedimento semiautomático: entenda diferenças entre tecnologias no Brasileirão e na Copa do Mundo

O Brasileirão adotará o impedimento semiautomático a partir da 20ª rodada, com tecnologia da empresa Genius. A ferramenta, que difere da utilizada na Copa do Mundo, promete maior velocidade na entrega do resultado visual.

A partir do próximo sábado, na rodada que marca o início do segundo turno, o Brasileirão contará com a tecnologia do impedimento semiautomático. O anúncio foi feito pela CBF nesta terça-feira. Quem acompanhou os jogos da Copa do Mundo provavelmente se habituou à ferramenta, mas existem diferenças em comparação ao que foi visto no torneio vencido pela Espanha.

Na Copa, o serviço foi oferecido por um conglomerado de fornecedores credenciados pela Fifa e combinava rastreamento óptico de câmeras, inteligência artificial e sensores na bola. Já no Brasileirão, a tecnologia será responsabilidade de uma única empresa, a Genius, que também opera na Premier League, no Campeonato Mexicano e na Bélgica.

No Brasileirão, não haverá comunicação em tempo real com os árbitros assistentes orientando-os a auxiliar a bandeira. Por outro lado, o head da Genius na América Latina, Guilherme Buso, garantiu em entrevista ao ge que, no Brasileirão, o resultado visual final nos casos de impedimento poderá ser entregue de maneira mais veloz da que foi vista na Copa do Mundo.

- O impedimento é muito simples: ou é ou não é. Com essa precisão que a gente consegue entregar com a tecnologia, que é a mais moderna que existe no futebol hoje, a gente consegue realmente determinar o impedimento de um centímetro, por exemplo. Então a gente simplesmente acaba com margem de erro - afirmou.

As diferenças entre as tecnologias do Brasileirão e da Copa do Mundo baseiam-se principalmente em quatro pontos: chip na bola, quantidade de dados, comunicação com os árbitros e velocidade da imagem final. Entenda cada ponto:

Sem chip

Na Copa do Mundo, havia um sensor na bola que auxiliava a equipe de arbitragem a determinar os lances de impedimento. Era possível identificar o exato momento em que a bola havia sido tocada pelo jogador que deu o último passe, portanto. A tecnologia contratada pela CBF não contém esse chip. O serviço é fornecido através de câmeras de alta resolução espalhadas por diferentes pontos do estádio.

- A gente tem uma velocidade de rates por segundo que faz com que todas as imagens captadas sejam bastante precisas, não tem nenhum borrão na imagem. Isso facilita muito na hora de definir se o ponto do chute condiz com a posição de impedimento. Esse é um dos principais aspectos - explicou Guilherme Buso.

Mais dados

A tecnologia da Genius trabalha com uma quantidade maior de dados no serviço do impedimento semiautomático. De acordo com o chefe da empresa, "são bilhões de dados captados durante a partida".

Na Copa do Mundo, as 16 câmeras no estádio trabalhavam com imagens de 50 frames por segundo. No Brasileirão, serão cerca de 30 câmeras em cada jogo, com imagens de 4k de resolução e 100 frames por segundo. Dessa maneira, o sistema cria uma réplica digital do confronto.

Comunicação com os assistentes

Nos jogos da Copa do Mundo, com a velocidade na tomada de decisão dos lances de impedimento oferecida pela tecnologia, os assistentes eram comunicados em tempo real e orientados a levantar ou não a bandeira. Era um sistema de erro zero no que diz respeito aos árbitros auxiliares.

No Brasileirão, os bandeirinhas continuarão trabalhando sem o auxílio prévio da tecnologia. Portanto, a marcação do campo prevalecerá até a conclusão da jogada. O impedimento semiautomático entra em ação posteriormente, para validar ou não a marcação de campo.

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