
Espanha chega à semifinal com duas grandes forças: controle de jogo e banco forte
A Espanha se classificou para a semifinal da Copa do Mundo após vencer a Bélgica por 2 a 1. O time demonstra força com seu banco de reservas e controle de jogo, características que serão cruciais contra a França.
A Espanha vai enfrentar a França nas semifinais da Copa do Mundo após vencer a Bélgica por 2 a 1, com gols de Fabian Ruiz e Mikel Merino. Merino, que novamente saiu do banco, decidiu o jogo aos 88 minutos, aproveitando o rebote de Senne Lammens em um chute de Pau Cubarsí.
É a primeira vez que os espanhóis chegam aos quatro melhores do torneio desde que foram campeões em 2010. A equipe é a mais jovem e a mais diversa desde a conquista.
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A Espanha parece mais equilibrada, controlando o jogo com a posse de bola para sofrer menos. Antes do gol de De Ketelaere, a equipe espanhola havia passado 649 minutos sem sofrer gols em Copas, a maior sequência da história do torneio.
Sem Lamine Yamal decisivo, força vem do banco
A Espanha chegou à Copa do Mundo com o foco em Lamine Yamal, que ainda não teve uma atuação decisiva. No entanto, a grande força do time está na coletividade e na divisão de responsabilidade.
Luis De la Fuente tem opções no banco para mudar o jogo, como ficou provado com Merino, que entrou aos 85 minutos no lugar de Dani Olmo e marcou três minutos depois. As substituições alteram a forma de ataque da Espanha: Pedri aumenta o controle no meio, Nico Williams dá velocidade pelos lados, Ferran Torres acelera o ataque e Fabian Ruiz pisa mais na área.
A Espanha passou a sufocar mais a Bélgica após as mudanças.
Contra Portugal, nas oitavas, Merino também saiu do banco para fazer o gol da vitória nos minutos finais, tornando-se o primeiro reserva da história da Copa a decidir duas fases diferentes do mata-mata.
A presença de Merino muda o jeito de a Espanha atacar. Enquanto Oyarzabal costuma sair da área para participar de tabelas e abrir espaço para os pontas, Merino faz o movimento oposto, ficando mais perto dos zagueiros, atacando a última linha e procurando cruzamentos, sobras e rebotes. Essa função ganhou força no Arsenal, onde ele passou a jogar como atacante durante uma sequência de lesões, acrescentando movimentos de centroavante.

Força sem a posse de bola explica o controle
A Espanha teve média de 69% de posse na fase de grupos e 64% contra a Bélgica. A posse de bola é importante, mas o time também se destaca sem ela.
A Espanha tem um dos melhores "perde-pressiona" da Copa. A equipe corre para sufocar o oponente próximo à bola, enquanto a defesa volta para oferecer cobertura. Lamine Yamal, por exemplo, ajuda a defender como um defensor, enquanto o resto do time protege.

Nenhuma seleção recuperou mais bolas no terço final. As posses adversárias duravam, em média, apenas 19,3 segundos.
Contra a França, esse espaço será o ponto mais perigoso, pois jogadores como Mbappé, Dembélé, Olise e Doué têm velocidade para atacar em transição. Por isso, a posse de bola terá peso ainda maior, com a Espanha tentando reduzir as oportunidades de corrida dos franceses.
O time chega à semifinal apoiado nessas duas forças: um banco com soluções diferentes e um jogo de posse que controla o ritmo, o território e o tempo do adversário, em um clima de final antecipada.










