
Entenda a tática da bicampeã Espanha que reduziu a Argentina a dois chutes em 120 minutos
A Espanha é bicampeã mundial após vencer a Argentina por 1 a 0, com gol de Ferran Torres aos 105 minutos, dominando a partida com posse de bola e pressão.
A Espanha é bicampeã mundial após vencer a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, com gol de Ferran Torres aos 105 minutos.
A vitória veio ao melhor estilo espanhol: com posse de bola, muita pressão na marcação e controle. Poucas vezes na história vimos o outro lado ser tão dominado a ponto de ser ncolhido no próprio campo e terminar o jogo com apenas duas finalizações em 120 minutos.
Os números do relatório oficial da FIFA mostram o tamanho do controle. A Espanha teve 60,2% de posse, completou 789 passes e finalizou 20 vezes, 12 no alvo. A Argentina teve duas finalizações, ambas na prorrogação, e nenhuma exigiu defesa de Unai Simón.
Como a Espanha anulou Messi?
Nada de marcação individual como a famosa vez que Zico foi anulado por Gentile na Copa de 1982. Nada de marcação dobrada. A Espanha fez algo simples para fazer Lionel Messi parecer mais um em campo: cortou a fonte de ligação dele: os passes vindo do meio.

A Espanha levava a bola argentina para o setor escolhido e acelerava a pressão. Quando o passe chegava ao lado, dois ou três jogadores se aproximavam. A Argentina recebia cercada e com poucas saídas.

Com tanta pressão, a Espanha conseguiua recuperar e fazer o seu carrossel com a posse de bola criar chances e mais chances. Na final, Rodri atuou mais perto dos zagueiros, com Fabián Ruiz um pouco mais recuado e Dani Olmo ocupando o espaço às costas dos volantes argentinos.

A Espanha realizou 605 movimentos para receber passes, quase o dobro dos 312 da Argentina. Foram 333 ofertas no terço final, contra 78. Olmo liderou os movimentos entre as linhas, com 31, enquanto Fabián foi quem mais apareceu à frente da bola para sustentar a construção.
Uma vitória incontestável do futebol coletivo.
- Cruzeiro venceResultado final











