
Artilheiro do Goiás na Série B revela que trabalhou como pedreiro antes de se firmar no futebol
Artilheiro do Goiás na Série B, Kadu Sousa revela que trabalhou como pedreiro e em fábrica de salgados antes de se firmar no futebol profissional.
O Goiás vive ótima fase na Série B. Desde a chegada de Mozart ao comando da equipe, o Verdão soma três vitórias e um empate nos últimos quatro jogos. Um dos principais responsáveis pelo bom momento esmeraldino é o atacante Kadu Sousa.
Contratado sem grande repercussão no fim do ano passado, ele igualou Anselmo Ramon na artilharia do Goiás na Série B, com cinco gols. Quatro deles foram marcados nas últimas quatro partidas, justamente no período em que Mozart assumiu o comando da equipe. Kadu comentou a boa fase.
— Eu cheguei quietinho, trabalhando, porque sabia que a minha hora ia chegar. Agora é motivo de muita felicidade estar vivendo, talvez, o melhor momento da minha carreira. É um momento que, com certeza, vou guardar para sempre no meu coração. Sou muito grato ao professor Mozart por essa sequência e também pelas orientações que ele vem me dando, tanto dentro de campo quanto no dia a dia, para que eu possa evoluir e facilitar o meu jogo.
O bom momento, porém, é resultado de uma trajetória marcada pela superação. Kadu é um dos raros casos de jogadores que conseguiram chegar ao futebol profissional sem passar pelas categorias de base.
— Que jogador não quer ser contratado pelo Goiás? É um clube grande, vestir essa camisa sempre foi um sonho para mim. As cobranças são boas, porque fazem a gente trabalhar cada dia mais. Levo isso com muita tranquilidade, porque, se estão cobrando, é porque sabem que temos algo para entregar.

A trajetória de Kadu Sousa começou nas ligas amadoras do Paraná. Após se destacar, recebeu a oportunidade de fazer um período de testes no São Joseense (PR), onde ganhou espaço na equipe sub-20. Em 2023, fez sua estreia como profissional pelo NK Široki Brijeg, da Bósnia e Herzegovina, mas disputou apenas quatro partidas.
Na volta ao Brasil, as oportunidades não apareceram, e o atacante precisou abandonar temporariamente o sonho de viver do futebol. Para se sustentar, trabalhou como pedreiro e também em uma fábrica de salgados até conseguir uma nova chance na carreira.
— Minha vida mudou muito rápido nesses últimos quatro anos. Trabalhei de pedreiro e também em uma fábrica de salgados, em um período em que larguei o futebol. Eu conversava muito com Deus quando acordava para trabalhar. Sabia que aquele não era o meu lugar, mas também entendia que precisava passar por tudo aquilo. No fim, foi um grande aprendizado para tudo o que estou vivendo hoje.

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